Nem as senhoras, os senhores nem
Serão capazes de manchar os límpidos
Esperem e sonharão o que convém
Para sobreviverem aos ares insípidos
Nem nos dias, nas noites nem
Esses pobres matraqueiros falarão
Serão cartazes lidos por ninguém
Não notados nem mesmo no clarão
Bisbilhoteiros que bisbilhotam o alheio
Serão todos indignos de amor
Vivendo infelizes com a língua queimada na dor
O caráter depende de um sorteio
Deus decide qual será a cor
Não é culpa do arqueiro, aquele zombador
Deanne F. - 2004
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