sábado, 6 de dezembro de 2008

algo do diálogo

Eu não sou a mosca que pousou em sua sopa.
Sou o carrasco que cuspiu na sua feijoada.
Não me compare com seus amigos.
Sim digo aos que tentam me dizer o porquê.

A tentativa era dizer a realidade
Mas isso não se faz assim

O DIÁLOGO

- Ainda dirá o porquê de tantas perguntas. Não consegue ouvir as perguntas em paz?
- Consigo. Mas não importa.
- Claro que importa. Tem a ver com vc.
- Não faço parte do seu clã. Não delíre!
- ...
- Não delíre! Imbecil!
- Hei de ser o que devo.

sob

Você que jamás será yo
siempre piensara en yo
no soy como otro
pero soy así

E vc pensa que isso explica alguma coisa.
A escritora russa?

E o diálogo será criado.

demás

Já que tem cerveja
Não lembre do conhaque que acabou

É a desmonstração do que não faz sentido.

indo, voltando

Sendo o que se é a cada dia em que se deve ser da forma que você sempre é
Isso pode ser antiprático para você entender, mas não permita
O medo não é o que te faz pensar
Discordando da distorção que consiste em te perseguir

Esse eterno medo é falsamente como uma basófia mal dita

Extratemporaneamente voltei retornando

Sem medo
Sem coragem
Racionalizando
Auge de alguma ilusão ou apenas uma breve inspiração.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

As paixões da alma

No livro As paixões da alma, Descartes procura entender os sentimentos das paixões e tirar conclusões éticas a respeito; ele descreve os diferentes tipos de sentimentos humanos. Para o autor a paixão seria o conjunto de atos que alguém comete em relação ao ser que geraria tais atos, e a melhor forma de conhecê-la seria distinguindo-se as funções do corpo e da alma.
Para o filósofo os sentimentos são algo natural ao homem e dominam-lhe o corpo de maneira que o mal presente neles seria fruto das distorções geradas pelo próprio homem; existiriam, de acordo com Descartes, seis paixões principais da alma: a admiração, o amor, o ódio, o desejo, a alegria e a tristeza; todas interagindo com o corpo. Nota-se os sentimentos através do órgão pensante e não pelo vital, contudo uma glândula (sede principal da alma) situada no cérebro faz a ligação entre a substância pensante e a material, o que provaria a interdependência existente entre corpo e alma, já que a mesma, irradia a alma para o resto do corpo através dos espíritos animais que seriam pequenos corpos ligeiros, responsáveis por produzir as paixões na alma, e que não se detêm em lugar algum e, a medida que uns entram outros saem gerando algum movimento.
Existem sentimentos gerados pela razão e sentimentos gerados pelos sentidos; os sentimentos produzidos pelos sentidos são mais fortes que os produzidos pela razão.
Os sentimentos não são controlados ou modificados pela nossa vontade, e nem sempre harmonizam-se com o que julgamos ser bom ou ruim. Descartes classifica as nossas vontades em dois tipos: as ações da alma que terminam na própria alma e as ações que terminam no próprio corpo. Também, as percepções são de dois tipos; umas têm como causa a alma, outras o corpo.
Nós nascemos condenados a sentir paixões, e essas paixões são causadas, alimentadas e fortalecidas pelos espíritos animais. Descartes conclui que apesar de estarmos condenados a sentir paixões, podemos controlá-las, sendo isto uma questão de método.

domingo, 23 de novembro de 2008

I know

Eu sei.
Meu eu lírico me condena.
Não diz quem é essa Deanne doce e carinhosa, uma romântica que sonha.
Não posso fazer nada.
Meu estilo poético não quer ser sonhador, não quer ser otimista, não quer jogar fora a felicidade no papel.
Apenas quer juntar os momentos felizes e guardá-los dentro do coração.

Só uma fuga de escape para maus momentos do meu eu lírico.
Uma alma de poeta que sente cada átomo de paixão e realidade que se faz presente em minha vida e com isso tento jogar pra fora de mim as coisas tristes e guardar as coisas boas.
Dificilmente vc lerá uma poesia minha feliz, pois não vou querer tirar nada de feliz de mim.
A pessoa doce e brilhosa está aqui, em carne, osso e carinho, não em meras palavras jogadas ao vento.

E sim.
Os estágios estão sendo vencidos.
Os bobos sorrisos bobos ainda existem.
E por mais que eu perca um dia, terei tantos outros para te ter.
Sorrir e ser feliz.
Chorar com a emoção que sempre volta e sempre se renova.

domingo, 16 de novembro de 2008

Fim de um sonho por volta do ano de 2004

... Eu estava paralisada com aquela transfiguração do amor em ódio. Elepegou a faca e, antes que eu pudesse reagir, enfiou-a em meu coração. Antes de meu desfalecimento ainda pude ouvir a trovoada sussurrada do ódio: Nunca confie na ilusão de um amor ilustrado nos disfarces de um ódio psicótico.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Desabafo "prestes" ao fim

Cansei.
Nada me faz querer continuar neste mundo.
A não ser um futuro de dores incertas.
Família não existe.
Estudo é louco.
Sonhos impossíveis.
Nada me faz querer continuar neste mundo.
Mas pensando, me coloco em contradição
Quero ver mais filmes
Quero ouvir mais músicas
Quero me apaixonar mais
Ainda quero muitas coisas
Mas será que vale a pena continuar aqui para concretizá-las?
23 ainda
Esperar 4 anos para isso?
Não sei se vou aguentar.

Aula de Filosofia da Religião (12/09/2007)

Onde estão os dias de adeus?
Eles me fazem falta
Por mais que a dor, o revigoramento e a resistência tenham me deixado por demais ilusoriamente calma e em paz
Isso se faz apenas de uma forma ao som de uma flauta
Como se a realidade não se revelasse em seu real.

Onde estão os dias de bons dias?
Escondidos por entre os montes dominados pelos Românticos?
Malditos!
Tomaram conta da vida de meros filósofos impecáveis
Filósofos Românticos malditos!
Dependem do romantismo para terem momentos de bons dias.

Mas existe a revolta dos radicais.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Escrito de 1999

Quando um velho russo te olhar
Seja cauteloso
Ele estará te olhando nos olhos
E você ficará com medo
Nunca foi tão triste uma cena dessas
Como a de ontem
Eu olhando para aquele russo que estava a me encarar
Fiquei pasmo ao ouvir de sua boca o que eu não queria acreditar
Ele me disse que a felicidade não existe
Tudo só passa de ilusão
Eu caí nos asfaltos quebrados
E o russo me socorreu
Dizendo que não era para eu desanimar
O engano de felicidade trás um bem querer enorme
Eu só queria morrer
O russo continuou me reanimando e conseguiu fazer eu ficar de pé com uma simples frase:
“Não é todos os dias que alguém vem para o céu”

terça-feira, 21 de outubro de 2008

As Rosas Não Falam - Cartola


Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão,
Enfim

Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim

Queixo-me às rosas,
Mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai

Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Disposable Teens - MM



And I'm black rainbow
and I'm an ape of god
I got a face that's made for violence & porn
and I'm a teen distortion
survived abortion
a rebel from the waist down

Yeah, yeah, yeah yeah yeah
Yeah, yeah, yeah yeah yeah

I wanna thank you mom
I wanna thank you dad
for bringing this fucking world
to a bitter end
I never really hated the one true god
but the god of the people I hated

You said you wanted evolution
The ape was a great big hit
You said you wanted revolution, man
And I say that you're full of shit

We're disposable teens
We're disposable teens
We're disposable teens
We're disposable
We're disposable teens
We're disposable teens
We're disposable teens
We're disposable

You said you wanted evolution
The ape with the great big hit
You said you wanted revolution, man
And I say that you're full of shit

Yeah Yeah Yeah
Yeah, yeah, yeah yeah yeah
Yeah, yeah, yeah yeah yeah

The more that you fear us, the bigger we get
The more that you fear us, the bigger we get
And don't be surprised, don't be surprised
Don't be surprised when we destroy all of it

Yeah, yeah, yeah yeah yeah
Yeah, yeah, yeah yeah yeah
Yeah, yeah, yeah yeah yeah
Yeah, yeah, yeah yeah yeah

You said you wanted evolution
The ape was a great big hit
You said you wanted revolution, man
And I say that you're full of shit
Yeah yeah yeah
You said you wanted evolution
The ape was a great big hit
You said you wanted revolution, man
And I say that you're full of shit
Yeah yeah yeah

We're disposable teens
We're disposable teens
We're disposable teens
We're disposable
We're disposable teens
We're disposable teens
We're disposable teens
We're disposable

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Rótulos sexuais

Essa história de rotular alguém de gay ou lésbica foi apenas um acidente de percurso, uma necessidade “científica” de categorizar e descrever a sexualidade como matéria exata. Podemos ser lésbicas hoje e desejar um homem amanhã. Ou ser hetero e sentir tesão por mulher. Não há problema. O problema começa quando tentamos traçar limites precisos para o nosso desejo, construindo diques, como na tentativa de dominar as correntezas de um rio. Aí, meu bem, ou se abrem as comportas ou se esperar pela fatídica gota d`água que vai transbordar o copo.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Um anjo brando

Enquanto eu caminhava
Encontrei um anjo brando
Ele era calmo e sereno
Fazia as pessoas sorrirem
Tinha uma paz interior inexplicável
Não perdi tempo
Esmaguei sua cabeça
Arranquei seu crânio
Comi seu cérebro
Bebi seu sangue
Todos se espantaram
Ao me ver rindo sozinha
Manchada de roxos
Espancada de amores

(13/03/2001 – 20:01)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Uma pessoa triste

Uma pessoa triste é apenas
Que tem mágoa ou aflição
Cheia de melancolia, infeliz
Abatida, deprimida
Que infunde tristeza
Severa, grave
Enfadonha
Insignificante

(27/11/2001)

Solidão

No silêncio de um quarto
Percebo a solidão
Está presente
Em uma nublada madrugada
A lágrima lembra um distante amor
O sorriso lembra uma ferida dor
Sentado em um banco de três pernas
Escrevo sozinho com temor
Tenho medo de ser só
Não te tenho, oh amor!

(04/02/2000)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Metade - Adriana Calcanhotto

Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala
Eu perco a hora
Eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim...

Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou ao meio
Onde será que você está agora?...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Grrrls - garotas iradas

"Ao eliminar seu lado masculino, adotando um papel tido pela sociedade como tradicionalmente feminino, a mulher já está praticando um ato de mutilação. A mater dolorosa que espera em casa, a esposa cordata que apanha calada e a namorada bonitinha, certinha e virgenzinha, na verdade, passam a vida se castrando."

"Por que querer que as pessoas sigam um padrão de vestimenta e comportamento tão careta, tão quadrado e tão uniforme?
A fantasia é direito inexpugnável de cada um. Mesmo não sendo lady, nem sapatão, nem drag king, nem lesbian chic, é direito de uma mulher ser o tipo que ela quiser, vestir a roupa que preferir e até mesmo ser isso tudo junto ou de um jeito diferente a cada dia da semana."

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Dostoiévski - um jogador compulsivo

O livro O Jogador é, ao mesmo tempo, autobiográfico, genial e uma das mais perfeitas histórias literárias já contada por um ser humano.

Fiodor Mikaílovich Dostoiévski

Nascimento- 11 de novembro de 1821, em Moslovo.

Falecimento- 9 de fevereiro de 1881, em São Petersburgo.

Seu primeiro contato com a roleta - Dostoiévski era jogador compulsivo

O francês Louis Blanc, fundador do jogo da roleta organizado, proibido de continuar explorar seus cassinos em Paris, ambicionou a Alemanha, montando quatro casas famosas de jogos nas cidades de Homburg, Wiesbaden, Baden-Baden e Ems.

Daí começou a famigeração e o vício coletivo, destrutivo, algoz. Com seu prestígio, manteve suas casas de jogos até 1868. Até que uma lei federal, não obstante todo o prestígio do maldito “cassineiro”, interditou e fechou seus cassinos em todo território alemão.

Esse homem, francês terrível e inescrupuloso, com o apoio do príncipe Carlos de Mônaco, fundava então seu mais extraordinário e famoso cassino na cidade de Monte Carlo.

Os russos tornaram-se freqüentadores assíduos do chamado balneário, que na verdade nada fazia para relaxamento do corpo, muito pelo contrário, saiam desmoralizados, corpos em frangalhos, bolsos vazios. Quando não ficavam por lá mesmo, debaixo da terra.

Dentre esses russos viciados, esse maldito francês arrebanhou nosso querido e inestimável Fiodor Dostoiévski, que se deixou seduzir pelas roletas, pelo fascício dos panos verdes, um paradoxo para um dos maiores escritores do planeta, se não for o maior, ao menos no quesito só idéias geniais para romances, já que é constatado que é o escritor de mais proliferação de idéias que uma mente humana poderia ter para literatura. Essa informação é oficial no mundo inteiro, querido leitor.

Certamente haveremos de prestar reverências eternas a Dostoiévski, autor de Crime e Castigo, Os irmãos Karamazov, Noites Brancas, Memórias do Subsolo, O Idiota, O Crocodilo, Nietotchka… (quero ler toda sua obra antes de partir).

Atormentado em toda sua vida, desde jovem preocupava-se com questões materias, em meio a turbilhão de conflitos internos e espirituais. Mas sabe-se também que sua queda para jogo já vinha de há muito, pois passou a juventude a jogar dominó e bilhar, sempre em busca de lucros. Talvez desta forma tentasse fugir de sua mente gigantescamente criativa, uma alucinada máquina de criar.

Desde que voltara da Casa dos Mortos (um de seus primeiros romances), trazendo sua mulher, uma franzina e tísica viúva louca, com o filho desta, e sofrendo terrivelmente com sua epilepsia, migrar para a Europa Ocidental, tornou obsessão do escritor de O Jogador.

Escrevia milhares de artigos, mas estava sempre com dívidas. Assim, no dia 7 de junho, deixou sozinho a Rússia, com algum dinheiro adiantado por seus próximos romances.

Viaja por países como França, Inglaterra, Itália, Suíça, Alemanha. Deslumbra-se com o pano verde das jogatinas. Ingênuo ainda, joga e ganha bastante dinheiro.

Esse é um trecho de uma curiosa carta que Fiodor Dostoiévski escreve à cunhada de Paris após contato com a roleta:

Durante quatro dias observei as mesas de perto. Havia ali centenas de jogadores, mas, palavra de honra, só duas pessoas sabiam jogar! Era uma francesa e um lord inglês. Entendiam do jogo e nunca perdiam, pouco faltando para rebentar a banca. Peço-lhe, não creia que eu estava radiante de alegria porque acabava de ganhar em vez de perder, que eu me julgue um grande conhecedor do segredo do jogo. Esse segredo, aliás, bem o sei, é o que há de mais simples e estúpido. É preciso unicamente domínio sobre si mesmo e, sejam quais forem as peripécias do jogo, a gente evitar o entusiasmo excessivo. Eis tudo. Esta regra impedirá você de perder, fazendo-lhe necessariamente ganhar.

Daí pra frente, só sofrimento e miséria, por dez anos esse vício, mais sua doença incurável, fizeram de Dostoiévski um sofredor, mas o gênio fez de toda essa amarga odisséia sua fonte de inspiração literária.

Na continuidade, falarei do referido livro - O Jogador - e verão como essa inspiração divina se manisfestava, e como esse miraculoso processo inspirador excitava as mais profundas e ultra-sensíveis fibras de criação do escritor.

Não por acaso, Fiodor Dostoiévski é o escritor de maior número de obras literárias que se obteve de um cérebro humano.

Autores que tiveram influência de Dostoiévski

  • Marcel Proust
  • Franz Kafka
  • Albert Camus
  • Nietzsche
  • Sartre
  • Freud
  • Yukio Mishima
  • Aleksandr Solzhenitsyni

Um gênio que fez de suas mazelas, fonte de inspiração, quando qualquer mortal se abateria em fracassos, debatendo-se em desespero.

Mas gênio é gênio.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Cheiro do tempo

É como se o cheiro do tempo existisse.
E essa experiência só acontece nos primeiros dias realmente quentes depois do inverno.
Assim como nos livros, que sinto o cheiro, por exemplo, de Antióquia e de New Orleans.
Acontece na realidade.
Hoje consigo lembrar de tempos remotos.
2, 5, 8 anos atrás.
Sempre existiu esse cheiro dos primeiro dias quentes depois do inverno.
E ele me comove de uma forma extrema.
Sinto como se a vida fosse mais vital.
E fico a viajar de cara.
Como se o cheiro conseguisse transpor o tempo.
Tantas transformações na vida de uma pobre sensitiva.
Isso tem a ver com o solstício que toca seres dessa natureza.
Que sentem a natureza que interfere na vida.
Natureza que faz a vida ser o que ela é.

sábado, 6 de setembro de 2008

Mechanical Animals

O álbum Mechanical Animals chegou a ser apresentado nos tribunais como uma das armas do crime na época em que Marilyn Manson era acusado pelo massacre de Columbine. Quanto a sua parcela de culpa no massacre Manson é enfático: Claro que sou culpado. Mas quem não é? E suas palavras: “Os tempos não se tornaram mais violentos. Apenas se tornaram mais televisivos. Alguém acredita que a Guerra Civil foi minimamente civil? Se a televisão existisse na altura com certeza que teria lá estado para cobrir o acontecimento, ou até mesmo participar nela, como na violenta perseguição automóvel ao carro da Princesa Diana. Quando chega a interrogação de quem foi a culpa dos assassinatos do liceu em Littleton - Colorado, atirem uma pedra ao ar e acertarão num culpado. Nós somos as pessoas que se refastelam e toleram crianças possuindo armas e somos as pessoas que sintonizam e observam as detalhadas noticias “ao vivo”, daquilo que fazem com essas armas.”

Manson sempre foi um grande inimigo dos hipócritas valores protestantes que os Estados Unidos representam. Pessoas bem vestidas e com a bíblia na mão falando mal do sexo e da violência enquanto dão audiência aos Mais procurados da América e assinam e se masturbam assistindo o canal da Playboy. Pessoas que no discurso defendem a liberdade, mas que na prática quer que todos sejam brancos héteros e cristãos.

Mas verdade seja dita, quem viu Marilyn Manson no Brasil pela última vez, percebeu o quanto ele está mudado é nem sombra do que foi um dia.

domingo, 31 de agosto de 2008

Suportar a vida...

Isso tudo virou uma realidade complexa e sem sentido. Onde não conseguimos respirar, nem nos esconder.
Os seres humanos estão nesta fase de individualismos extremos mas ao mesmo tempo dependem emocionamente de alguém para suportar a vida.
Suportar a vida...

sábado, 23 de agosto de 2008

Diamante de Sangue

Como pode os europeus e americanos alimentarem guerras civis na África até hoje?
Além de começarem os conflitos com a divisão do continente de qualquer jeito, separando etinias, hoje em dia oferecem armas aos pobres em troca de ouro e diamante.
E o pior de tudo é que ainda existe cerca de 200.000 crianças soldados nesse meio. Meninos roubados de suas famílias que sofrem lavagem cerebral, são drogados e se tornam assassinos de seus próprios irmãos.
Triste!
E eu não posso fazer nada aqui no meu mundo, que é tão diferente da África.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Poeta

Poeta sem dor?
está morto
Enterrado
Está do outro lado

Poeta é sangue
O absurdo
Um habitante de outro mundo
Um intruso

Poeta vai pelas ruas
Perdido como um cordeiro
Rugindo como um leão
Lacrimejando como um sem leito

Poeta sem dor?
Está enterrado
Morto
Está do outro lado

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Luz e Trevas

Ah... Sangue que me diz os males
Onde te encontrar?
Estou a sua procura
Nestes versos de escárnio e solidez
Nos quais não quero encontrar conforto algum

Apocalipse e macacos
Lendas, beijos e tiros

Não sou um sentido
Apenas trevas e luz alternada

(Deanne F. - 15/08/2008 - 11:01)

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Céu ou Inferno

Fui ao inferno
E o vento levou-me ao céu
Daí voltei sem saber
Qual era o doce
Qual era o fel

Achei o máximo
As virtudes do inferno
Achei complexas
As do céu

Numa pergunta
Embriagou-se minha alma
O que há por detrás desse véu?

sábado, 9 de agosto de 2008

Peça do destino

Ela me tira do sério
Como posso sentir-me assim?
Ah... As peças pregadas pelo destino
E eu ainda não sei jogar o jogo dele.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Exuzinho - 13/01/2008 a 19/07/2008

Isso mesmo! Mataram meu gato. ;(

Ele ficou fora durante 4 dias. Na quinta, sexta e sábado ele estava ótimo. E no sábado à noite aconteceu a desgraça. Encontraram-no no jardim de outra casa do condomínio. Com sangue saindo pela boca. Com certeza deram algum tipo de veneno forte no qual meu bebê sofreu morte instantânea.

Eu e meu namorado, que éramos os pais dele, não estávamos em casa. Estávamos em uma peregrinação pelos butecos mais excêntricos de Vila Velha. Quando chegamos em casa no domingo de manhã, minha cunhada deu a trágica notícia. Ela e amigos enterraram-no no sábado mesmo.

Pois é... Existe gente ruim neste mundo para fazer de tudo. Até matar um pobre gato indefeso. Se esse infeliz tivesse bebido o veneno ao invés de dá-lo para o gato, além de evitar prantos estaria fazendo um grande feito para a humanidade.

O lance agora é me recuperar do baque.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Questão 2 - Teoria do Conhecimento II


2 – A noção de jogo é utilizada por Gadamer para descrever o modo de ser da arte, modo este que escapa à consciência estética. Por isso Gadamer fala em uma experiência da arte. Mas jogo e experiência da arte não são sinônimos. Descreva como a noção de jogo se articula com a noção de experiência da arte, em que se identificam, e em que se distinguem.

Para demonstrar a experiência da arte, Gadamer visa o conceito de jogo, que busca mostrar que no jogo o espectador é um parceiro. O conceito de jogo é algo auxiliar para demonstrar o que é a experiência da arte, pois essa experiência é maior do que qualquer conceito.

Há no jogo regras específicas que exigem respeito a elas, por parte dos jogadores. Os jogadores se expõem ao risco de chegar a algum resultado ou não, isto é, é-lhes impossibilitado prever o resultado. Isso remete à arte de forma que não tem como prever a reação do expectador diante da obra.

O jogo exige a predisposição de quem vai entrar nele e o conhecimento de suas regras sem, no entanto, haver a possibilidade de prever qualquer resultado enquanto ele está se efetivando. Daí a necessidade de chegar a uma perspectiva interna a ele e abandonar-se totalmente em tal espaço, assumindo como condição o risco de obter o resultado desejado ou não.

Outro fator de destaque é que a autoprodutividade, o movimento de vaivém do próprio jogo, além de seduzir e cativar leva a uma expectativa, por parte dos envolvidos. No princípio, eles estão impossibilitados de se posicionarem frente a qualquer tentativa de dominá-lo. Assim também a arte atinge o expectador fazendo-o sentir-se em uma experiência da própria arte como o jogador faz parte do jogo.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Questão 1 - Teoria do Conhecimento II

1 – A noção de “consciência estética” é criada por Gadamer para resumir o traço essencial da concepção filosófica tradicional a respeito da experiência estética. Descreva, com base no que foi estudado, o que é consciência estética.

Consciência estética é o resultado de uma abstração que, atemporalmente, mede tudo o que vale como arte. A consciência estética vê tudo do ponto de vista estético e de acordo com este, tudo o que é qualidade pertence a essa consciência.

A consciência estética se contenta com a aparência, não necessariamente com suas regras e seus significados, finalidade. É aí que entra a alienação da consciência estética, pois ela não sabe a função da coisa, mas somente enxerga a aparência. Por exemplo, uma girafa que morreu de ataque cardíaco na Palestina por causa do barulho das bombas e tiros, foi empalhada e colocada dentro de uma sala de museu. Quem for apreciar esse tipo de obra de arte do ponto de vista da consciência estética só verá a beleza do animal empalhado, nada mais.

Com isso percebemos toda uma descontextualização artística de significação, apenas o belo pelo belo.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Trabalho de Filosofia da Religião II - Paganismo e Filosofia: Uma ênfase à bruxaria Wicca e a desmistificação de preconceitos cristãos

Este trabalho visa o esclarecimento do paganismo na forma da bruxaria, mais especificamente à bruxaria Wiccana, uma antiga religião, na qual filosofia básica fundamenta-se nos caminhos da Natureza, e a compreensão da espiritualidade pela humanidade é revelada por um sentido de comunidade saudável. É nessa estrutura sustentadora de códigos de conduta, cortesia comum e respeito pelos outros que a essência de nossa espiritualidade pode ser compreendida.

Essencialmente, a filosofia da Wicca emana da antiga visão de que tudo foi criado pelos Grandes Deuses (a partir da mesma fonte procriadora) e de que tudo possui uma “centelha divina” de seu criador. Na Criação, ensina-se que existem quatro “Reinos”: Mineral, Vegetal, Animal e Humano, cada um deles expressão ou manifestação da Consciência Divina. Almas individuais atravessam esses Mundos, adquirindo conhecimento e experiência, movendo-se rumo à reunião com a Fonte de Todas as Coisas. Num certo sentido, pode-se dizer que as almas vivenciando o plano físico são como sondas conscientes enviadas pelo Criador Divino. Da mesma forma, pode-se dizer que as almas são como os neurônios na mente do Divino Criador, entidades individuais que formam parte de um todo.

Todas as formas de vida são respeitadas na Antiga Religião. Tudo possui igual importância. A única diferença é que as coisas estão meramente em diferentes níveis de evolução dentro dos Quatro Reinos. Os humanos não são mais importantes do que os animais, que não são mais importantes do que as plantas e assim por diante. Vida é vida, não importa que forma física ela adote em um determinado tempo. Somos todos parte da mesma criação e tudo se conecta e se une.

Ao estudar os Caminhos da Natureza, obtém-se uma visão (por mais crua que seja) dos Caminhos Divinos e, a partir destes, podemos ver o retorno das estações (reencarnação) e as leis de causa e efeito (karma) ligados ao uso (bom ou mal) da terra, do ar, dos recursos naturais e das criaturas vivas. Esse é um dos propósitos dos rituais sazonais, pois tais ritos nos saturam e nos harmonizam com a essência concentrada da Natureza nesses períodos determinados. Quanto mais acumulamos nas marés sazonais da Natureza, mais nos tornamos iguais a ela. Ao nos tornarmos como a Natureza, fica mais fácil compreende-la.

Todos já experimentamos o prazeroso sentimento de proporcionar bem-estar a outra pessoa, e o sentimento de culpa ou de egoísmo ao darmos mais importância a nós do que a um amigo ou ser amado. Todos experimentamos o sentimento de aceitação e reconhecimento num grupo, assim como a dor da rejeição. Até mesmo quando obtemos prazer ou alegria solitariamente sentimos a necessidade de compartilhar esse sentimento com outra pessoa de algum modo. Disso surge o ensinamento de servir aos outros, pois os Wiccanos sempre foram os conselheiros ou curandeiros locais.

No que concerne ao ensinamento do relacionamento de uma alma a outra, sabemos que os antigos criam numa raça de deuses que observavam e interagiam com a humanidade. Para os antigos, um deus podia representar qualquer força da natureza singular, aparentemente independente, cujas ações podiam se manifestar na forma de tempestades, tremores de terra, arco-íris, belas noites estreladas e assim por diante. À medida que o esclarecimento e a intelectualidade dos humanos cresceu, também cresceu o conceito dos deuses.

Os Wiccanos geralmente vêem seus deuses como seres cuidadosos e benevolentes, num papel semelhante ao de um amável pai ou mãe (apesar de muitos Neo-Wiccanos encararem o Deus e a Deusa como conceitos metafísicos em vez de aspectos da Consciência Divina). Um pai ou uma mãe cuidam em certos aspectos de uma criança, mas devem basicamente ensinar a criança a se preparar para viver sua própria vida. Ao correr de seu relacionamento, a criança nem sempre entenderá os atos de seus pais. No entanto, ainda existirá uma relação, e esta requer compreensão mútua e comunicação para que um espírito amoroso floresça.

Por vezes, uma criança pode achar que o pai ou a mãe são injustos ou pouco amorosos, sem compreender que o pai deve estabelecer limites e regras de comportamento para o próprio bem da criança. Regras e limites existem na Natureza e são essenciais para a formação de raciocínio e comportamento maduros (“assim na terra como no céu”). Ainda assim, não é crença entre os Wiccanos que os deuses coloquem obstáculos ou tragédias no caminho dos humanos, tampouco que tenha o costume de testar a fé humana. É a lei do Karma, e o azar de fatos aleatórios, que manifestam o que compreendemos como as agruras e dificuldades da vida. São os deuses que se mantêm a nosso lado e nos auxiliam a encontrar a força de que precisamos para prosseguir.

Um dos maiores dogmas de crença na Antiga Religião é o de aceitar as responsabilidades por nossos próprios atos. Nós fazemos ou destruímos nossas próprias vidas, e ativamos ou desativamos nosso próprio “quinhão” na vida. Os Deuses estão a postos para nos auxiliar, mas nós é que devemos realizar o trabalho. Até mesmo quando fatos aleatórios ou o Karma aparentemente nos alquebram, somente nós é que podemos lutar para continuar.

De acordo com a tradição dessa religião se pode aprender muitas coisas que as outras religiões não conseguem superar. Não desprezam as crenças de outrem, buscam viver em harmonia com os que discordam de suas crenças, são sinceros com seus próprios conhecimentos e lutam para se afastar do que se opõe dentro de si próprio

Neste emaranhado de paganismo situo o filósofo alemão Nietzsche. Uma afirmação de Nietzsche que me chamou a atenção para com os estudos sobre o paganismo diz que é a alegria mais profunda que a dor, que a alegria quer profunda, profunda eternidade. Como todos os pensamentos culminantes e fecundos dos grandes mestres, isto não significa coisa nenhuma. E por isso que teve tão grande ação nos espíritos: só no vácuo total se pode pôr absolutamente tudo.

Nietzsche, neste momento das suas considerações, volta-se então para as suas tão apreciadas comparações entre o mundo pagão e o mundo cristão. Enquanto os gregos e os romanos, para ele, empregaram e mobilizaram as forças do espírito e do engenho deles no sentido de aumentar, por meio de incontáveis cultos festivos e folguedos outros - dionisíacas, bacantes, saturnais e lupercais - a alegria de viver. O cristianismo, o revés, empregou uma energia redobrada num outro sentido. As procissões e cortejos religiosos, da fé que veio a superar o paganismo, dirigiam-se, sobretudo no sentido de fazer com que os crentes se sentissem como uns perpétuos desgraçados.

Com relação ao cristianismo, a cultura da religião wicca foi agregada de forma clara. A própria Virgem Maria só foi incorporada ao Cristianismo 400 anos depois do "nascimento" de Cristo. Será que eles perceberam que o culto a uma Deusa Mãe jamais iria morrer, então resolveram adotar isso também? Não é à toa que as santas católicas são mais adoradas do que seu próprio Deus (vide exemplo nacionais mesmo, como a Nossa Sra. Aparecida ou Nossa Senhora De Fátima, entre tantas outras).

A Igreja Católica sempre mentiu, e o Cristianismo sempre quis acabar com o Paganismo desde os primórdios. Chegaram a uma terra que não era deles (como sempre fizeram - vide as invasões, as Cruzadas, as histórias dos jesuítas) e queriam converter todos os povos à sua religião. Isso não é nem um pouco louvável. Como se não bastasse, no auge da sua loucura, torturaram, queimaram e enforcaram milhões de pessoas inocentes da época da "Santa" Inquisição, tudo porque não seguiam o que eles chamavam de "religião verdadeira".
Até hoje, o preconceito é enorme. Se você não é cristão, para eles automaticamente você é anti-cristão, e logo eles partem para agressões psicológicas e tentam lhe convencer de que você "só conseguirá se salvar se for para Jesus". É patético. Tais pessoas deveriam estudar muito história antes de sequer vir conversar com pagãos ou qualquer pessoa de qualquer outra religião. E, mesmo que sejam estudadas, deveriam recomeçar do zero e estudar tudo de novo, para aprenderem a ter respeito pelos seus semelhantes, como eles tanto pregam, mas pouco fazem.

Todos os grandes líderes espirituais de quaisquer religiões foram pessoas pacíficas, porém não reacionárias. Seus ensinamentos só permanecem em nossa sociedade porque agregam um valor imensurável à vida cotidiana.

Então podemos (e a meu ver, devemos) promover uma revolução com nossas atitudes e, assim, mostrar que temos nossas crenças, que elas podem até parecer estranhas (sob o ponto de vista do eixo cristão), mas que somos todos seres divinos, portadores da chama da natureza; sendo assim, respeitamos e merecemos respeito.

Ainda existem muitos mitos e fantasias que encobrem a verdadeira essência da bruxaria, que é uma religião em que os praticantes são seres independentes, que não precisam pedir perdão de seus pecados, porque sabem que todo ato mau tem uma resposta nesta vida ou na próxima.

O fanatismo é repudiado pelos pagãos, assim como o proselitismo é inadmissível. Bruxos nunca divulgaram sua Religião porta a porta. São extremamente discretos, pois acreditam que a aproximação à Bruxaria deve resultar de uma escolha individual.

Tolerância e respeito com relação a outras práticas ou crenças religiosas é um dogma wiccaniano "faça o que desejar desde que não prejudique a ninguém".

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Resenha do artigo: “Principio de tudo: A Filosofia da Existência de Tudo e de Todos” escrito por Hadenes Vieira Brandão

Antes do “Big - Bang” nós éramos unos. Uma energia única, melhor dizendo, éramos uma única existência. Como se a “essência” precisasse experimentar algo mais além de existir. Então um único pensamento fez com que toda esta energia concentrada se expandisse através da vontade. Mas esta vontade criadora (nós) queria interagir com sua criação, evoluir com ela, agregar valores a sua existência. Então a essência agora pode experimentar os sentimentos e emoções, arquivar isto em seu centro e agregar valor a sua existência, em sua alma.

Com isso uma única semente chamada vontade, expandiu. E como uma única arvore em um terreno fértil, deixou suas sementes caírem, para que germinassem outras árvores e assim por diante.

Agora chegamos aos dias de hoje, todos os seres aqui presentes vieram desta existência, e são o próprio Deus, tão buscado pela humanidade há milênios. Mas ainda o povo procura fora o que esta dentro de si mesmo: A Energia Criadora.

Muitos podem não concordar, mas tudo que existe nesta existência, desde no espaço, até as coisas aqui na Terra, como problemas (de todos os tipos em nível mundial e pessoal), felicidade, guerras, mortes tudo isso fomos nós que criamos, sem exceção.

Somos deuses em aprendizado, criando realidades próprias, sem saber, este é o motivo do mundo estar como esta hoje. Não virá ninguém do céu para ajudarnos, pois nós criamos isso tudo, tudo aqui é de nossa responsabilidade. Logo procurar ajuda de uma mão invisível é fugir de suas responsabilidades.

Muitos esqueceram que no plano mental o que pensamos vira uma espécie de vibração que vira energia no astral, e por fim no plano físico. É como uma tempestade neurológica (vibrações) no cérebro que provoca "ondas", linha de energias microscópicas no Universo que leva a algumas mudanças macroscópicas (às vezes nem tão "macros", depende muito da auto e baixa – estima da pessoa).

Hoje temos que evoluir individualmente. Não adianta falarmos hipocritamente sobre sermos unos, abraçar o mundo para ajudar a todos. Primeiro temos que entender nós mesmos como indivíduo, validar nossa existência. Assim com “peças” de boa qualidade, mas com muitos formatos e finalidades, poderemos construir a Grande Obra: O Equilíbrio no Universo. Mas sem antes conhecer o indivíduo não há como conhecer o todo. Aí entra o grande papel da filosofia na religião.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Suture Up Your Future

Suture Up Your Future

Queens Of The Stone Age

Composição: Josh Homme

I’m gonna suture up my future
I ain’t jaded, I just hate it
See, I been down too long
It’s kinda hard to explain
Done and buried all I carried

All my evil, through a needle
As it pull through the eye
What was and where will that go

Don’t sweat it
Thread it, to forget it
To feel like you’ve already gone on
To the rest of
The rest of the life that you’ve got
Take a picture and bury it all away
Bury it all
Away

Tried to fake it, I just can’t take it
I don’t care if it hurts,
Just so long as it’s real
I won’t waste it, turned to face it
I’d sharpened a knife, then used it,
Until bone made it dull
Tried explaining, done explaining
I got caught in the plaid
All of this talking at once
I’ve been giving my love away
To the things that tear it apart
I’m gonna suture up my future

Thread it, to forget it
To feel like you’ve already gone on
To the rest of,
The rest of the life that you’ve got
Tie the loose ends and bury it all away
It’s like this, just like this

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Correr da Morte

Quantos sonhos desperdiçados terei que ter para poder tornar-me o que devo ser?

Não me resta mais tempo.

A morte está aqui do meu lado querendo me levar para não sei onde.

Não me resta mais destino.

Só o olhar para a leve chuva de inverno que cai.

Escavo... Escavo... Escavo...

Os dedos sangram.

Já não tenho mais unhas.

Vou penetrando nesta terra de ninguém antes que alguém me descubra deste monte de terra.

Lugar abafado e claustrofóbico.

Mas é o único onde posso estar.

Falecido.

09/07/2008 – 10:00

terça-feira, 8 de julho de 2008

Trabalho Filosofia da Religião

Este trabalho visa esclarecer parte da ilusão que a religião prega a seus fiéis. Muita “realidade” deve ser denegrida e negada para ver claramente a mentira santificada e como a consciência foi transtornada. Questões como o valor da vida, como alcançar a felicidade, como ser uma pessoa justa e inteligente não podem ter base em pensamentos religiosos. Pois a vivência humana não existe em moldes, o ser humano está aí para “ser aí”. A relação do homem com o mundo é de construção, o homem constrói sua realidade que está sempre aberta ao devir.
Voltaire disse certa vez "o primeiro espertalhão encontrou o primeiro tolo" e a religião começou. Dessa forma podemos pensar que Paulo, o grande apóstolo “espertalhão” teve a brilhante idéia de criar o cristianismo por fins diversos que perduram até hoje, tanto bons quanto perversos, no sentido até mesmo exploratório. Sem contar no fato do machismo pregado pela religião, mas isso não vem ao caso da epistemologia.
Por outro ponto, o argumento ontológico continua a atrair a atenção, a existência de Deus pode ser provada a priori, isto é, bastando apenas a intuição e a razão, não sendo necessária, portanto, prova material, ou seja, a posteriori, porque sua comprovação material é a própria Criação. Os seres, ou criaturas, são entendidos a posteriori como efeitos particulares, sensíveis e inteligíveis, de causas, que são efeitos de outras causas, e assim sucessivamente, até uma causa primeira, criadora, de todo o Ser. Como coisa alguma pode ser causa de si mesma, um princípio criador fora do Ser tem de existir negativamente em relação a ele. Assim, o Ser (em grego, ontos) passa a ser a prova da existência de Deus, porque Deus é a causa do Ser.
Mas não é pelo fato de este Ser existir que devemos viver nos moldes de uma religião que queira nos escravizar. Deus... Ser... estão aí. E nós... somos aí. A religião foi criada pelo Homem moralista e não por Deus.
A rebelião escrava na moral começa quando o próprio ressentimento se torna criador e gera valores: o ressentimento dos seres aos quais é negada a verdadeira reação, a dos atos, e que apenas por uma vingança imaginária obtêm reparação.
Supondo que fosse verdadeiro o que agora se crê como “verdade”, ou seja, que o sentido de toda cultura é amestrar o animal de rapina “homem”, reduzi-lo a um animal manso e civilizado, doméstico, então deveríamos sem dúvida tomar aqueles instintos de reação e ressentimento, com cujo auxílio foram finalmente liquidadas e vencidas as estirpes nobres e os seus ideais, como os autênticos instrumentos da cultura.

Vinho

Uma das mais antigas bebidas

Conhecida na história dos povos;

O vinho aparece nos rituais religiosos

E nas festas.

É uma bebida espiritual

Capaz de acender o fogo vital

Tem a propriedade de desmascarar a mentira

(in vino veritas)

Exaltando a verdade.

Está relacionado simbolicamente com o sangue

Podendo substituí-lo nos sacrifícios religiosos

Evitando o sangue de animais.

22/07/2003

domingo, 6 de julho de 2008

No sense

Mais um dia na vida desta pobre poeta que sonha com a Rússia.
Família do namorado, churrasco, sexo, sorrisos, cigarros, filmes e tantas coisas imprevisíveis.
Sonhos e pesadelos com homens degolados.
Nada precisa de sentido.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Eu com eu mesma

-Vamos caminhar pelo parque do adeus?

-Para quê?

-Apenas para sentir a felicidade do não-amor.

-O que é o não-amor?

-É a felicidade com saudade.

-E a saudade é boa?

-É apenas a falta de algo.

-E essa falta não nos faz sofrer?

-A falta nos faria sofrer se fosse de algo feliz.

-Não consideras o amor feliz?

-Depende. Se for o belo amor dos romances que não existem, tudo bem. Mas se for apenas o amor superficial que existe entre os seres humanos, ele há de ser desprezado.

-Então consideras uma vida completa sem amor?

-Não é tão generalizante assim. O amor consegue nos proporcionar momentos felizes, mas em sua maioria são tristes e dolorosos.

-Por que dizes isso? Sofres?

-Sim, sofro. Decepciono-me a cada dia. Já fiz tantos corações sofrerem, que agora chegou a minha hora de sofrer todos os corações sofridos.

-Pobre de ti que não mais acreditas no amor!

03/02/2005

00:40

terça-feira, 1 de julho de 2008

Tormentos de um poeta filósofo

De que adianta viver sem ter um porquê?

Não que eu queira o suicídio,

Mas os momentos escalafobéticos têm me dado sensações estranhas

Sinto falta do cheiro do orvalho

Das canções que não querem dizer nada

Ah... aqueles dias em que eu via o sangue dos inocentes

Eram tristes e pesarosos

Saciavam os tormentos de uma vida sem sentido

Hoje eu não estava agüentando ficar trancafiada

Saí perdida pelas ruas

O álcool disse que queria me acompanhar

Eu apenas aceitei

Eu estava jogada na sarjeta da vida

A noite apenas me abraçou

Quem dera encontrar os perdidos insanos

Teria com o que me distrair

Mas eu não nego

Que a vida cobra o seu sentido

E nós somos obrigados a dá-lo

Mesmo que de forma atormentante

Jogamos palavras no vazio de uma existência

Filosofia da Religião – Resenha de “Crepúsculo dos Ídolos”, Nietzsche



Em nossos tempos, o pensamento, confortado com desconcertantes e inauditos cenários, vê-se instigado a estabelecer conexões capazes de produzir um novo solo para a reflexão filosófica a criar redes conceituais suficientemente potentes para acolher a complexidade específica à situação atual.

Conectando diversos tempos, atravessando diferentes campos do pensamento, configurando novos objetos de investigação, procurando, enfim, ultrapassar os limites do até então pensável, nós filósofos temos o dever de pensar o impensável, de não nos limitarmos pelas dificuldades e pela repressão dos ditos moralistas.

Temos que identificar falsos problemas, questões mal colocadas e apostar na perda de parâmetros como um verdadeiro convite à alegria de sua própria reinvenção. Temos que “desmascarar” todos os preconceitos e ilusões do gênero humano, ousar olhar, sem temor, aquilo que se esconde por trás de valores universalmente aceitos, por trás das grandes e pequenas verdades melhor assentadas, por trás dos ideais que serviram de base para a civilização e nortearam o rumo dos acontecimentos históricos. Não devemos nos prender somente ao que já foi pensado, muito pelo contrário. Concordaremos, discordaremos e/ou acrescentaremos algo no pensamento dos filósofos anteriores.

Em “Crepúsculo dos Ídolos”, o autor Friedrich Wilhelm Nietzsche, descreve seu livro como “uma grande declaração de guerra”. E de certa forma esta é uma “guerra” contra a moral, contra o pensamento religioso estagnado no nada, de forma que choca até hoje quem o lê.

Colocando os juízos de valor sobre a vida como imbecilidades, o autor nos demonstra que tais valores nem sequer existem. Esses valores tratados pela religião como um todo, são apenas sintomas da doença da ilusão da realidade. Pois o real valor da vida não pode ser avaliado por meros mortais. Sendo seres viventes, sendo parte da vida, não podemos julgá-la. Não somos juízes do além e muito menos os mortos julgam alguma coisa.

Entra aqui o valoroso papel do filósofo. Ele se encontra arrebatado pelo sofrimento de estar vivo e compreender a decadência dos que julgam a vida. Mas é por isso, pelo fato de ser filósofo e compreender este além da vida, que o filósofo não se cala, sente a angústia de compartilhar o que raramente alguém poderia pensar.

Um pensamento interessante em “Crepúsculo dos Ídolos” é a associação que Nietzsche fez entre a felicidade e os instintos em uma vida em ascensão. Ele trata a felicidade como sendo igual aos instintos, como dependente direta dos instintos humanos. E isso é radicalmente contraposto ao pensamento religioso, que impõe que os instintos precisam ser combatidos, limitados, podados. Se os instintos são essenciais à vida, então fica claro que o pensamento religioso é algo contranatureza humana. A religião ao pregar a vida eterna feliz, acaba pregando a vida presente mortificada pelo marasmo do controle da vivência natural de Ser. Desta mesma forma acontece com os sentidos. Para não sofrer, o pensamento religioso combate as paixões suprimindo (Nietzsche usa os termos “castrando” e “extirpando”) os sentidos de forma antinatural, já que os sentidos são essenciais à vida.

E como tratar o pensamento religioso acerca das paixões? A igreja primitiva lutou contra os “Inteligentes” em favor dos “pobres de Espírito”: como seria possível esperar dela uma guerra inteligente contra a paixão? Então a “espiritualização da paixão” não cabe de forma alguma no mesmo patamar que a religião. Ao invés de espiritualizar a paixão, os religiosos preferem suprimi-la. Pois as paixões causam alegrias, mas principalmente causam tormentos e sofrimentos. O papel do pensamento religioso aqui é atacar o sofrimento em sua raiz para evitar que o ser humano sofra. Mas, sendo o sofrimento algo natural à vida, o que fica claro é que atacar o sofrimento na raiz é o mesmo que atacar a vida na raiz. Então “a práxis da igreja é inimiga da vida...”.

Levando mais em conta agora o cristianismo, percebemos ao analisarmos o “Crepúsculo dos Ídolos”, que a confiança em Deus existe porque o sentimento de plenitude e de força entrega o indivíduo à quietude, à obediência, à servidão e todos esses adjetivos de decadência. Possui uma moral de comando, na qual seu servo não pode errar por medo de um além mau, por medo de um castigo eterno. O pensamento religioso trata-se de uma libertação escravizada pela razão (teologia), que só faz apertar-lhe os grilhões, enclaustrando a vida humana digna e livre.

Sobre isso, meus senhores, não vale á pena criticarmos mais gastando tempo e tinta, pois para o decadente cristão seu Deus e sua moral não podem ser criticados, são verdades desde sempre estabelecidas. E já que estão satisfeitos com sua forma subserviente de vida, só o que tenho a fazer é deixar noticiado esta forma sub-humana de viver.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Dias Tristes

Só tenho os dias tristes a passarem

Um tempo do amor fez os sorrisos murcharem

A chuva da tarde chora por mim

As melancolias de uma vida doentia

A extremização da vida me faz ser poeta

Mas também me causa a dor de viver

Amar demais

Sofrer bem mais

Tenho que dar tempo às precipitações

Se o amor não me quer, que farei?

Morrer já desisti

Viver já me cansei

Oh, destino, que farei?

15/02/2005

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Today and Tomorrow

Eu não conseguia me mover
De um modo frio e silencioso
Eu me imaginava procurando por vc
Chamando-lhe
Pedindo-lhe que ficasse
Quase chegou a perceber por um momento
Que eu fizera aquilo
Que, completamente humilhada
Correra atrás
E tentara falar-lhe novamente
Sobre o destino
Que eu estava destinada a entrar em sua vida
Assim como The End foi escrita
E que de algum modo deveríamos subverter o destino
Tinhamos de triunfar apesar de tudo

E caindo nos devaneios
Sem chance de não cair
As garras escuras me puxaram
E estou aqui
Perdida nas trevas
Vendo a Luz

terça-feira, 10 de junho de 2008

Conto do Casarão


Em uma tarde fresca, estava eu entrando em um casarão com mais umas dez pessoas para passar uma noite, uma semana ou um mês. A aparência da casa era mórbida. Cômodos extremamente grandes, empoeirados e cheios de objetos curiosos.
Dois alojamentos separavam as meninas dos meninos. E tinham também os supervisores do local que colocavam ordem na parada.
Assim que entramos no casarão todos fomos conhecer os cômodos juntos, menos os supervisores. Lembro-me que no alojamento feminino tinha um guarda-roupa muito velho e eu fiquei curiosa para saber se tinha alguma coisa dentro. Assim que o abri senti o cheiro de coisas velhas mais forte do que no restante da casa. Abri as gavetas e haviam roupas. Mas o contraste está que as roupas estavam super novas e com cheiro bom. Eu e outras meninas começamos a olhar as roupas uma por uma e ver se ficavam legais em nós. Saias verdes de prega, roupas de seda escura etc.
Depois fomos conhecer o alojamento masculino e vimos que o quarto deles era bem maior que o nosso, mais arejado e no fundo do casarão (o nosso ficava na parte da frente). Nos parapeitos das enormes janelas com grades haviam pedras semi-preciosas, pedaços de ossos, frascos e mais coisas que não me recordo agora. Pensei se no alojamento feminino também haveria algo nas janelas.
O segundo andar do casarão era reservado aos superiores e a quem já estava lá há algum tempo. Os novatos deveriam permanecer somente na área térrea e nos arredores do casarão.
Depois de conhecer o térreo e nos ajeitarmos em nossos alojamentos fomos passear. Eu estava meio indisposta e fiquei sentada na varanda da frente da casa vendo a paisagem. Algumas pessoas também estavam lá e outras foram conhecer mais sobre o local. Era um fim de tarde como eu jamais havia visto. O ar fresco, a luz ocre, um horizonte de trigo sem fim, uma igreja.
De repente aparece um rapaz meio gordinho espantado com algo que havia encontrado. Eu e os outros fomos diretamente em direção a ele para ver o que era. Ele mostrou uma runa cortada em forma de triângulo. Não me lembro exatamente o desenho dela. Depois dos espasmos que todos tiveram de curiosidade, eu perguntei onde ele havia encontrado a runa e ele disse que haviam aos montes no cemitério atrás da igreja.


Sem pensar duas vezes, tomada de um extremo impulso fui em direção ao local que ele me indicou para encontrar mais runas. Já estava quase de noite, pouca claridade iluminava o céu. Passei na frente da igrejinha, algumas luzes estavam acesa, mas não havia ninguém lá. Mais adiante era o cemiério. Antes de poder visualizá-lo de forma clara, ví um grupo de pessoas mais velhas em um círculo completamente concentradas no que faziam. Não me viram.
O cemitério era o mais estranho que já ví. Havia um laguinho no meio dele e uma ponte clássica veneziana. Atravessei a ponte olhando para o lago e ví que também haviam cruzes dentro dele. Um morro também era parte do cemitério. Subi o morro de terra continuando a olhar o cemitério e seu chão, tentando encontrar alguma runa. Ao chegar ao cume do barranco até onde o cemitério se estendia, ví algumas runas mas elas estavam fora do meu alcance. Ao tentar mesmo assim pegá-las, ví um caixão negro semi-aberto. Algo estava dentro do caixão e quando me viu tentou se esconder com tremenda infelicidade, pois a tampa do caixão fez um rangido enorme, mas mesmo assim "a coisa" conseguiu se esconder. Eu continuei a olhar para esse caixão tentando ver alguma coisa, mas a visibilidade da luz do anoitecer estava indo de mal a pior. Foi aí que comecei a olhar para o chão próximo de mim e ví runas e crânios. Lindos, brancos, secos e limpos. Peguei algumas runas e um crânio. Saí dalí já meio assustada pensando que o lugar era mal assombrado e que a noite não seria nada tranqüila para os habitantes do casarão.
Enfim cheguei à varanda. Não havia ninguém mais por lá. Pensei que se algum supervisor me visse carregando um crânio eu estaria perdida ou acusada por qualquer coisa. Então coloquei o crânio e as runas no parapeito da janela do alojamento feminino, mas eu sabia que o crânio não iria passar pelas grades. Assim que me virei da janela para a varanda me deparei com um homem. Ele parecia nativo dali e me encarava de uma forma inexpressiva mas curiosa. Ficamos parados nos olhando por um minuto ou mais até ele se aproximar mais um pouco e eu não me mover, apavorada.
-Sabe de quem é o crânio que você profanou do cemitério?
-Não.
-É meu.
Como assim eu estava falando com um espírito?! Eu estava com medo, em posse do crânio dele, mas a coragem me tomou, aquilo parecia um teste, uma prova. Sem pensar, perguntei:
-Como foi que você morreu?
Ele demorou um pouco para responder, parecendo pensar em como responderia de uma forma que eu entendesse.
-Foi assim...
Uma faixa de fogo atravessou o ombro direito dele e o pescoço. Uma luz muito forte emanou do fogo e de repente a faixa se tornou negra como cinza. Ele a arrancou e continuou normal como estava, olhando pra mim, agora com um olhar piedoso.

Acordei.

(Deanne F. - 23/11/2007)

domingo, 8 de junho de 2008

Sinto muito!

No meio de todos
Sou apenas mais um
Acordando com o amor e a angústia.

Sinto muito!
Às vezes corro acorrentada
Não consigo me concentrar...
Nessa tarde não sonhei
Acordei com o sono que não dormi.
Sinto saudades do Voltaire...
Ele me fazia sorrir.
Escurece e eu fico assim
Com a alma escurecida.
Sentir dor sem sentir dor
Apenas dor...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Excerto do conto Eleonora, de Edgar Allan Poe.

"Os homens chamaram-me louco; mas ainda não está assente se a loucura é ou não a mais elevada das inteligências, se quase tudo o que é glória, se tudo o que é profundidade, não provém de uma doença do pensamento, de um modo de ser do espírito à custa do intelecto geral. Os que sonham de dia têm conhecimento de muitas coisas que escapam aos que só sonham de noite. Nas suas visões brumosas, captam foragidos da eternidade e estremecem, ao despertar, por verem que estiveram à beira do segredo. Captam pedaços de algo do conhecimento do Bem, a ainda mais da ciência do Mal. Sem leme e sem bússola, penetram no vasto oceano de luz inefável, como se para imitar os aventureiros do geógrafo núbio, agressi sunt Mare Tenebrarum, quid in eo esset exploraturi. Diremos, por conseguinte, que sou louco. Reconheço, pelo menos, que há duas condições distintas na minha existência espiritual: a condição de razão incontestavelmente lúcida, e a condição de sombra e de dúvida."

terça-feira, 3 de junho de 2008

Utopia de paz

Argumentar o que acontece, como acontece, e porque aconteceu não adianta nada, não muda.
Tentamos descobrir a maneira de mudar tudo para melhor mas, não é tão fácil como mudar um móvel de lugar na sala, não adianta só analisar o que é melhor pra você, porque tem que ser bom pra mim...
Difícil entender palavras jogadas no vento, às vezes não tem lógica nem sentido mas, se trata do dia-dia das pessoas, se trata de estarmos pensando que tudo ira se resolver sozinho, não estamos seguros, não estamos!
A vida passa diante de nossos olhos todos os dias, ao sair para o trabalho, ao sair para escola, nem nas nossas casas estamos seguros, estamos diante de balas perdidas, expostos a explosões, pisando em falso em cada passo, a verdade é que estamos duvidando do caminho certo.
Estou preso, amordaçado nesse mundo esperando que alguma coisa boa cresça mas, a única coisa que vem crescendo é o ódio, a ignorância e a injustiça.
Não adianta lei com tanta corrupção, não adianta falar com tantos gritos, não adianta chorar com tantas risadas... Às vezes pensamos que uma palavra só basta “Paz”, paz como grito, paz como gemido, paz como discurso paz... A “Paz” tem que ser usada com feitos, com suor, com trabalho. “Não estamos seguros assim!”

10/09/2003

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Repare como o insano dorme

Repare como o insano dorme

E sinta o cheiro do orvalho

Cada segundo deve ser apreciado

A vida pelas horas escorre

Queria tanto viver só à noite

E estar em estado semi-letárgico durante o sol

Que belo!

Que belo!

O vento, o frio, a brisa!

Que isso?

Encantada pela beleza da natureza?

Estranho...

Tantos acontecimentos...

Chego a compreender a confusão mental que se instalou

Compreender...

Uma ferida

Intra e extra

Corpórea

Para marcar a noite

Não se sentir só

Estando só

Devaneios psíquicos

E a vida ganha sentido

Quando acordo...

Quando acordo penso que morri

O dia começa belo

A morte parece agradável

Mas percebo que tudo não passa de sonho

Volto ao estado letárgico da vida

E caminho pelo campus...

A noite chega enfim

Meus olhos se sentem melhores

As trevas me acolhem

E os pensamentos sobre a realidade se afloram...

domingo, 1 de junho de 2008

O que resta ao poeta?

Por que, dor, você existe?

Por que, amor, você existe?

Eu seria tão feliz...

Mas chego em casa chorando

Por essa falta de retribuição amorosa

But the fool on the hill

Não queira, oh pobre humano

Sentir o que sinto

Se iludir por dois anos

E agora sofrer... sofrer... sofrer...

Querer um simples beijo

E sentir o não no rosto do amado

O que resta ao poeta?

Estudar...?

A cova...?

O Inferno...?


11/04/2005

01:00

sábado, 31 de maio de 2008

Ilusões

Por mais que nossas realidades sejam tomadas por ilusões

As fugas permanentes são quase impossíveis

Nossos olhos humanos vêem a vida através de sentimentos

E os seres adoram extremá-los

Poetas, músicos, artistas em geral

Iludem-se com personalidades deslocadas do mundo.

-Só queremos ser lidos e compreendidos!


18/03/2005

16:17

A Lagartixa


A lagartixa ao sol ardente vive,
E fazendo verão o corpo espicha:
O clarão dos teus olhos me dá vida,
Tu és o sol e eu sol a lagartixa.
Amo-te como o vinho e como o sono,
Tu és meu copo e amoroso leito...
Mas teu néctar de amor jamais se esgota,
Travesseiro não há como teu peito.
Posso agora viver: para coroas
Não preciso no prado colher flores;
Engrinaldo melhor a minha fronte
Nas rosas mais gentis de teus amores.
Vale todo um harém a minha bela,
Em fazer-me ditoso ela capricha;
Vivo ao sol de seus olhos namorados,
Como ao sol de verão a lagartixa.

Álvarez de Azevedo


sexta-feira, 30 de maio de 2008

Psicose

Os fantasmas estão me perseguindo

Corro para todos os lados

Sempre olhando para trás

Como se não pudesse chorar

Quando sinto o cheiro da felicidade

Estou certa de que há algo errado

Sósias de inverno

Carapuças infernais

Olhares deslocados

Maldita vontade de chorar

Agonia natural

Ainda bem que o cansaço e o calmante estão em mim

Só faltava eu ser a reencarnação de Caim

Quem não agoniza é anormal

É hora de dormir

Esquecer as cicatrizes


07/05/2006 02:19


Vi um filme triste

Vivi um filme dramático

O DRAMA

A TRAMA

PSICOSE

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Filósofos inebriantes

Olho para o céu nublado

O tom rosa alivia minha paranóia

Penso muito em paixão

Pessoas inebriantes são perigosas

Mostram-nos a verdade

Mas se são os filósofos que costumam demonstrar a verdade

Então somos inebriantes principalmente

Sinto muito por ter sido escolhida pela Filosofia

Sofro

Verdades, paixões, paranóias

Muitos sentimentos para uma só pessoa

Mas pense e pense que acontece e acontece

(05/10/2006 – 01:27)

terça-feira, 27 de maio de 2008

Tristes Corações

O que será de meus olhos que não conseguem enxergar?
O que será de minhas mãos que não conseguem tocar?

Ah... Ah...
Se eu pudesse voar...
Ah... Ah...
Se eu conseguisse amar...

O Romantismo é uma praga
Que se entranhou em mim

Olho os olhos desnorteados
As bocas com suas tristes expressões
O perdão dos tristes corações...

18/03/2005
01:40

Luz espiritual

O ódio que o toma

Oh, pobre!

Abandone-o!

Olhe para os lados

Atrás está por detrás

O passado alimenta seu ódio

Oh, pobre!

Não se deixe sofrer

Ao dormir e acordar

Pense na luz

Que a Terra emana

Abra seus poros

E deixe-a ultrapassar

Para te tocar

E vc poder sentir

Que o espiritual

É o principal.

domingo, 25 de maio de 2008

Alma

No decorrer da queda que a precipita num corpo, a alma atravessa sucessivamente todas as esferas celestes e adquire em cada uma delas as faculdades que exercerá uma vez encarnada: em Saturno, o raciocínio (ratiocinatio) e a inteligência (intelligentia); em Júpiter, a força de agir (vis agendi, ou praktikon); em Marte, a coragem (animositatis ardor); no Sol, a aptidão a sentir e a formar opniões (sentiend opnandique natura); em Vênus, os desejos (desiderii motus); em Mercúrio, a aptidão a exprimir o que concebe (hermeneutikon); na Lua, enfim, o poder de crescer e alimentar. Mais baixa das operações divinas, esta última é também a mais alta das operações corporais. A alma só a exerce à custa de uma espécie de suicídio, encerrando-se num corpo que se torna como que seu túmulo: sôma (corpo) = sêma (túmulo).

sábado, 24 de maio de 2008

Malditos poetas!


Novamente as lágrimas me fazem uma visita

O que será?

Solidão?

Saudade?

Apenas o manter de minha triste existência?


Não sinto as coisas boas que faço

Faço algo?


É tudo tão branco e vazio

Que as cores perderam seus sentidos


Não existe mais calmaria natural

A química tomou conta de tudo


Cadê você?

Preciso ser salva pelas dores boas

Preciso ser salva pela paz que é estar ao seu lado


Malditos poetas!

Não conseguem viver sem um mínimo de Dor na Alma...


21/01/2006

Noite

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Noites de altos céus

Noites de altos céus

Os loucos nos perseguem

Somos os sábios tristes

Estamos em um mundo insano

Temos um desafio:

Escolher nossa sina

Ficar à paisana do destino

Vivemos no meio de loucos

Querendo dizer tudo ao contrário

Descrevendo a morbidez

Contradizendo os morticínios

Andamos pelas ruas escuras

Fortalecendo a razão de achar que não “é”

28/02/2004, 10/01/2006

terça-feira, 20 de maio de 2008

Sentindo o presente

No sentido de sentir o presente
Declaro a satisfação que se faz
Podemos estar sós
Sentindo-nos felizes
Podemos inventar tantas maravilhas
Dar amplitude às existências
Expandir ao limite a razão
Não sejamos os tolos que dizem adeus
Desejo apenas que bradamos as revoluções
Apesar dos rostos tristes das ruas
Acredito na expressão oculta de amor
Por mais que a frieza esteja destinada a vencer
Meus impulsos fervorosos não deixarão de existir.

13/01/2005
21:27

domingo, 18 de maio de 2008

Lembrança de Morrer


Quando em meu peito rebentar-se a fibra

Que o espírito enlaça à dor vivente,

Não derramem por mim nenhuma lágrima

Em pálpebra demente.

E nem desfolhem na matéria impura

A flor do vale que adormece ao vento:

Não quero que uma nota de alegria

Se cale por meu triste passamento.

Eu deixo a vida como deixa o tédio

Do deserto, o poento caminheiro

__ Como as horas de um longo pesadelo

Que se desfaz ao dobre de um sineiro;

Como o desterro de minha alma errante,

Onde fogo insensato a consumia:

Só levo uma saudade __ é desses tempos

Que assombrosa ilusão embelecia.

Só levo uma saudade __ é dessas sombras

Que eu sentia velar nas noites minhas...

De ti, ó minha mãe, pobre coitada

Que por minha tristeza te definhas!

De meu pai... de meus únicos amigos,

Poucos __ bem poucos __ e que não zombavam

Quando, em noites de febre endoidecido,

Minhas pálidas crenças duvidava.

Se uma lágrima as pálpebras me inunda,

Se um suspiro nos seios treme ainda

É pela virgem que sonhei... que nunca

Aos lábios me encostou a face linda!

Só tu à mocidade sonhadora

Do pálido poeta deste flores...

Se viveu, foi por ti! E de esperança

Da vida gozar de teus amores.

Beijarei a verdade santa e nua,

Verei cristalizar-se o sonho amigo...

Ó minha virgem dos errantes sonhos,

Filha do céu, eu vou amar contigo!

Descansem o meu leito solitário

Na floresta dos homens esquecida,

À sombra de uma cruz, e escrevam nela:

__ Foi poeta __ sonhou __ e amou na vida. __

Sombras do vale, noites da montanha

Que minha alma cantou e amava tanto,

Protegei o meu corpo abandonado,

E no silêncio derramai-lhe canto!

Mas quando preludia ave d`aurora

E quando à meia-noite o céu repousa

Arvoredos do bosque, abri os ramos...

Deixai-me a lua prantear-me a lousa!

Álvares de Azevedo