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sexta-feira, 28 de abril de 2017

O Fantasma de Maria Ortiz

Em 2017 ela aparece até na mídia. Mas é tão assombroso que mesmo sendo algo chocante, é abafado pela mídia juntamente com o governo. O fantasma chegou a tal ponto de materialização que move matéria. Pedras. Independente do material. Barro. Concreto. Argila. Independente mesmo.

Um geólogo apenas queria saber sobre os estudos das pedras que acertaram carros em via pública. Uma louca de "pedra" acertou precisamente carros estacionados. Mas onde estão as pedras?

quinta-feira, 17 de março de 2016

Podemos tentar deixar as paixões de lado mas elas não nos deixam (Amor fati)

Dia desses a insanidade de um relacionamento tomou conta do meu dia. O ciúme corrompeu tudo e o que eu passei foi humilhação e desumanidade. Algo que acontece quando se tem certeza de que o amor não existe mais. Mas até aí ok. Depois dele sair de casa, eu comecei a beber. Bebi conhaque. Fazia tempo que eu não me deliciava em umas boas doses de conhaque. Bebi muito conhaque. Pelo que me lembro foram de 8 a 10 doses. Eu não queria tomar a garrafa toda, então lembrei que tinha uma vodka polonesa no congelador e a abri, lógico. Lembro de tomar duas enormes doses à lá russos. Imagine meu estado. Foi então que a insanidade me tomou e resolvi sair pelo mundo. Não aquela insanidade dos bêbados do dia a dia, mas sim uma insanidade que me deixou levar como há tempos não existia. Como a insanidade dos 20 anos. Fui para o terminal de ônibus. Entrei em um ônibus. Uma pessoa super social e pragmaticamente simpática. “Onde fica a cachoeira da felicidade?” Para lá eu queria ir. Me deparei com um ponto de ônibus vazio em um lugar deserto em meio a uma zona rural. Noite. Escuro. Estrada de chão. À pé. Sozinha. O mais estranho é que o medo foi amortecido pelo efeito do álcool. Comecei a andar em direção à escuridão. Sei que não iria chegar a lugar algum, mas a escuridão me chamava. Saí da estrada. Não enxergava absolutamente nada. Não sabia onde estava. Pisei na grama. Na lama. Percebi que tinha saído da estrada. Toquei na cerca e me situei de volta à estrada aos tombos. Bêbada. Tentei continuar indo em direção à escuridão, mas uma poça de lama me disse que não. Parei. Olhei para a direção de onde eu tinha partido e vi luz. Voltei. Fui em direção à luz. Encontrei novamente o ponto de ônibus vazio em meio ao nada. Sentei. Não deve ter passado nem 30 segundos e eu parti andando achando que nada nem ninguém iria passar por ali. Eis meu engano. Menos de dez passos ouvi o som de um ônibus vindo. Era o mesmo que tinha me levado e estava voltando. Consegui voltar viva dessa experiência insanamente tocante. Não me lembro de muita coisa depois disso. Comprei um pastel de carne, bacon e queijo. Perdi a garrafa de vodka.